Novos dados publicados pela THE ECONOMIST respaldam conclusões com o índice iHdB

texto de Marcelo Henriques de Brito emitido em 15 de julho de 2004

Os textos e os artigos de jornais citados abaixo e sublinhados estão disponíveis no site www.probatus.com.br

Novos valores do Índice Big Mac (iBM), de taxas de juros e de taxas de câmbio para vários países no mundo, publicados na edição de 29 de maio de 2004 da revista THE ECONOMIST, sustentam as conclusões do novo índice financeiro iHdB. Este índice foi apresentado no livro "Crise e Prosperidade Comercial, Financeira e Política" (Probatus, ISBN 85-89585-01-8). Com valores do iHdB obtido a partir do iBM, foram atualizados os gráficos divulgados no Press Release da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) que anunciou o lançamento do referido livro em 18 de fevereiro de 2004.

Os gráficos acima demonstram que os valores do iHdB continuam oscilando em torno de zero, em geral dentro de uma faixa de ± 13 pontos percentuais, sendo pouco provável que os valores do iHdB em anos consecutivos fiquem fora desta faixa, tal como exposto no resumo do capítulo 2 na página 83.

A média dos valores do iHdB calculado com o Índice Big Mac para 26 países no período 2003-2004 e a média global de todos os 402 valores do iHdB incluíram o zero, como esperado pelo princípio do iHdB. No livro foram feitas as seguintes previsões quanto aos possíveis resultados no período 2003-2004:

Possibilidades indicadas na página 119 do livro

O que aconteceu

"É possível conjecturar para a Hungria e para a Nova Zelândia uma redução do iHdB obtido a partir do iBM para abaixo de 13% no período abril 2003-2004"

Esses valores do iHdB para a Hungria e para a Nova Zelândia foram respectivamente 7,65% e 11,59%, ambos abaixo de 13%.

"No período abril 2003-2004, Argentina, África do Sul, Dinamarca e Suécia são outros países, cujos valores do iHdB obtido a partir do iBM deverão também estar mais próximos de zero pelo princípio do iHdB".

Todos os países tiveram um iHdB dentro da faixa e mais próximo de zero: Argentina (iHdB= -2,85%), África do Sul (iHdB= -5,90%), Dinamarca (iHdB= 1,83%) e Suécia (iHdB= 2,36%).

"Para o período abril 2003-2004, conquanto não seja possível prever o que ocorrerá com o iHdB japonês, é plausível esperar uma queda do iHdB da área do euro".

O iHdB para a área do euro caiu de 15,26% para 2,82%, valor próximo de zero. O iHdB do Japão ficou estável e bem próximo de zero (passou de -0,46% para -0,27%)

Além do Índice Big Mac da China continuar a ser um dos menores do mundo, o iHdB obtido a partir do Índice Big Mac para a China no período 2003-2004 foi praticamente zero (-1,52%), a taxa de câmbio continuava a ser 8,28 e as reservas da China continuavam a subir. Devido à inflação na China, houve uma elevação do preço do Big Mac neste país, cujo impacto no iHdB foi mínimo, pois este reajuste foi um pouco maior do que o aumento de preços do sanduíche nos EUA. Logo, os novos dados sustentam a discussão na seção 3.5 com o título "Negócio da China – Como a política cambial pode favorecer um país".

Na seção 3.5 e no tópico 4.1.2 do livro "Crise e Prosperidade Comercial, Financeira e Política" já tinham sido fundamentadas algumas observações que vieram a ser publicadas nas páginas 71 e 72 da edição de 29 de maio de 2004 da revista THE ECONOMIST junto com os novos valores do Índice Big Mac, tais como: "Converting national GDPs into dollars at market exchange rate is misleading. Prices tend to be lower in poor economies, so a dollar of spending in China, say, is worth a lot more than a dollar in America"; ou ainda, "The prices of traded goods will tend to be similar to those in developed economies. But the prices of non-tradable products, such as housing and labour-intensive services, are generally much lower".

Com dados de 2004, foi possível calcular o iHdB obtido a partir de taxas de juros para vários países no período abril 2003-2004. Os novos resultados continuaram confirmando que os valores do índice iHdB financeiro de diversos países oscilam em torno de zero ao longo dos períodos anuais. Todavia, os valores do iHdB calculados com taxas de juros para Brasil, Turquia e Rússia continuam a ser bem superiores a zero, fato que já tinha sido publicado no livro na página 65, acompanhado da seguinte explicação: "Estes países tendem a atrair a maior parte do capital internacional destinado para os mercados financeiros das economias chamadas emergentes, onde tende a pairar uma percepção de ameaça constante de perdas, embora haja promissoras possibilidades de ganhos".

Foge ao escopo deste texto relatar todos os novos resultados e aprofundar as discussões. Em todo caso, continuam válidas as conclusões no Press Release da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) divulgado em fevereiro de 2004, anunciando o lançamento do livro "Crise e Prosperidade Comercial, Financeira e Política". O novo índice iHdB é uma ferramenta útil tanto para vislumbrar cenários para investimentos internacionais quanto para entender o fluxo de capitais. O princípio do índice iHdB permite elaborar um gráfico com uma curva para a variação cambial mensal e outra curva para a taxa de juros relativa mensal (razão entre a taxa de juros no Brasil (SELIC) e a taxa de juros nos EUA), que é mensalmente atualizado na página www.probatus.com.br. Para mais informações sobre o livro, o qual não se restringe a apresentar o novo índice iHdB, consultar www.probatus.com.br ou entrar em contato com o autor.

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