Artigo de Marcelo Henriques de Brito publicado pela revista
RUMOS Economia & Desenvolvimento para os novos tempos
edição de Janeiro - Fevereiro de 2006, número 225, Ano 30, página 11

O texto "Brain Drain: Êxodo de Talentos" foi publicado pela revista RUMOS Economia & Desenvolvimento para os novos tempos (página 11, edição de Janeiro - Fevereiro de 2006, número 225, Ano 30, página 11
, www.revistarumos.com.br), revista bimestral, editada desde 1976 pela Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento. É a terceira ocasião que a renomada e premiada revista RUMOS tem o interesse em divulgar idéias no livro "Crise e Prosperidade Comercial, Financeira e Política" de Marcelo Henriques de Brito (Probatus, ISBN 85-89585-01-8). O artigo propõe uma reflexão sobre como um país pode afugentar o seu capital humano. Não parece ser correto, tampouco ser uma atitude adulta, que um país apenas se sinta "vítima" do "brain drain" e, como de costume, só responsabilizar os chamados "países ricos"."Educação e formação profissional", "Emigração" e "Desenvolvimento" são temas que tocam profundamente o autor, fato que o motivou a escrever o artigo com grande entusiasmo para a edição da revista RUMOS com tema de capa: "Educação - a matriz do desenvolvimento". É interessante ver como a notável entrevista do Eduardo Giannetti da Fonseca ("O Brasil de hoje e do amanhã"), o artigo acima ("Brain Drain: Êxodo de Talentos") e a instrutiva matéria da Ana Redig ("A renda de quem trabalha lá fora") formam uma seqüência coerente. É perfeita a ênfase que Eduardo Giannetti da Fonseca dá à "acumulação primitiva de capital humano" (pg.8, coluna à esquerda na parte superior). A matéria da Ana Redig traz uma interessante pesquisa (pg. 14) do "Perfil dos destinatários das remessas". A resposta à pergunta "Há quantos anos envia dinheiro?" mostra como para um país é efêmero o envio de verbas de seus cidadãos no exterior, já que quanto mais o tempo passa, menos dinheiro é enviado, um sintoma de como o vínculo com o país de origem pode arrefecer e, conseqüentemente, como pode diminuir a ajuda a quem ficou. O próprio texto deixa bem claro que uma região não se desenvolve quando simplesmente recebe mais dinheiro de compatriotas no exterior. Pode haver apenas inflação, pois riqueza e bem-estar são geradas com trabalho e empreendedorismo, sendo o dinheiro apenas uma ferramenta que contribui para agilizar as transações que melhoram a qualidade de vida da população no longo prazo. Da mesma forma que programas assistencialistas de distribuição direta e contínua de renda não asseguram prosperidade, tampouco desenvolvem de forma inequívoca um país as transferências unilaterais, incluindo a simples remessa de verbas de cidadãos no exterior.
Com a revista já publicada e sendo distribuída, foi divulgado na sexta, 31 de março de 2006, por jornais de grande circulação os 6,5 bilhões dólares que brasileiros no exterior teriam enviado em 2005 ao Brasil, que é um dos "campeões" neste tipo de arrecadação. Embora emigrantes tragam divisas para seu país de origem, "as remessas não constituem uma estratégia de desenvolvimento", segundo palavras de Luiz Alberto Moreno, presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Assim, as supra-citadas matérias da recente edição da revista RUMOS são MUITO atuais.
Marcelo Henriques de Brito em 4 de abril de 2006 para www.probatus.com.br