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Abaixo está o artigo "POLÍTICA CAMBIAL PRATICADA PELO BANCO CENTRAL", redigida pelo jornalista Rogério Lessa a partir de entrevista com Marcelo Henriques de Brito, que foi publicada na primeira página do caderno Monitor Financeiro na edição de quinta-feira, 8/02/2007, do jornal Monitor Mercantil, havendo também uma chamada na página principal do jornal. A matéria apresenta um fato inédito que corrabora uma nova explicação em finanças que foi apresentada no livro "Crise e Prosperidade Comercial, Financeira e Polítca" (Probatus, ISBN 85-89585-01-8), cujo conteúdo com abordagem internacional e interdisciplinar continua válido e atual, após três anos do lançamento do livro. |
Esta matéria foi originalmente publicada no caderno Monitor Financeiro da edição nacional do jornal Monitor Mercantil na quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007, página 1. |
Comentários adicionais de Marcelo Henriques de Brito ao conteúdo da matéria "POLÍTICA CAMBIAL PRATICADA PELO BANCO CENTRAL":
0 jornalista Rogério Lessa do jornal Monitor Mercantil ( www.monitormercantil.com.br ) foi recentemente um dos dois vencedores do importante Prêmio CORECON (Conselho Regional de Economia) de jornalismo econômico 2006. É a segunda vez que o jornalista Rogério Lessa é homenageado pelo CORECON, sendo portanto um privilégio e uma honra ser consultado e entrevistado por um profissional gabaritado para o também premiado jornal Monitor Mercantil, que vem acompanhando e noticiando a repercussão do livro "Crise e Prosperidade Comercial, Financeira e Política" desde o lançamento dessa obra em 18 de fevereiro de 2004 no Conselho Diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), ou seja, há praticamente três anos.
Ao ler a matéria, é importante observar a diferença entre situação cambial ("real valorizado" ou "real desvalorizado", por exemplo) e variação cambial ("real em valorização" ou "real em desvalorização", por exemplo). Esclarecer tal diferença tem sido um importante desafio nos últimos três anos, desde o lançamento do livro "Crise e Prosperidade Comercial, Financeira e Política" (Probatus) e essencial para compreender assuntos econômicos. Abaixo está transscrito texto no final da página 15 do tópico 1.4 do capítulo 1 no referido livro (com o grifo e o sublinhado que estão do original):
"Enquanto a variação cambial refere-se a um processo – movimento -, a situação cambial refere-se a uma opinião do valor da taxa de câmbio - posição. Se com US$1,00 pode-se comprar R$2,50 em vez de R$2,00, houve um processo de desvalorização da moeda brasileira em relação à moeda norte-americana. Esta constatação é diferente de afirmar que a moeda estaria desvalorizada em relação ao dólar norte-americano com a taxa de câmbio US$1,00 = R$2,50 porque uma outra pessoa poderia julgar, na mesma época, que o real só estaria de fato desvalorizado em relação ao dólar norte-americano se a taxa de câmbio fosse US$1,00 = R$2,80.
A avaliação se uma moeda de um país estaria valorizada ou desvalorizada em relação a uma moeda de um país de referência depende de uma comparação entre os níveis de preços destes países. Quem pressupõe que uma moeda estaria desvalorizada em relação a uma outra tem a expectativa de que deverá ocorrer um processo de valorização cambial desta moeda, independentemente de quando ocorreu o processo de desvalorização cambial. Por outro lado, quem acredita que uma moeda estaria valorizada em relação a outra, tem a expectativa de que ocorrerá um processo de desvalorização cambial. Ao longo da história, houve governantes que tentaram manter uma situação cambial artificial, impedindo um processo de valorização ou desvalorização cambial. Parece ser mais fácil manter uma moeda artificialmente desvalorizada do que impedir uma desvalorização cambial de uma moeda artificialmente valorizada".
Esta última frase foi escrita pensando na Argentina (que manteve a sua moeda numa posição valorizada até final de 2001, quando não conseguiu mais evitar uma desvalorização cambial) e na China (que durante anos - na realidade já mais de uma década - evita uma valorização cambial do yuan, mantendo assim sua moeda artificialmente muito desvalorizada). Constata-se que três anos posteriormente ao lançamento do citado livro continua atual a afirmação acima. A China diz que permitiu uma flutuação de sua moeda a partir de julho de 2005, porém foi pífia a valorização do yuan frente ao dólar norte-americano e sobretudo frente ao euro, prejudicando muito várias atividades empresariais instaladas pelo mundo.
A determinação da variação cambial num período é feita usando as taxas de câmbio no início e no final do período. Assim, se a taxa de câmbio inicial for 2,15 R$/US$ e a taxa de câmbio final for 2,10 R$/US$, houve uma valorização do real frente ao US$ de 2,38% (o que eqüivale a dizer que ocorreu uma desvalorização do US$ frente ao R$ de 2,33%).
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